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26 de julho de 2013

Nós testamos: Retiro de Vipassana

Flor de lotus

Meditação budista ajuda a silenciar a mente e praticar o desapego


A Meditação Vipassana é uma técnica budista desenvolvida há 2.500 anos pelo próprio Gautama, o Buda, e que hoje em dia é largamente difundida pelo mundo por S.N. Goenka. A tradução que mais se aproxima do termo Vipassana seria: "ver as coisas como são" ou "ver a realidade como ela se apresenta". Ele diz ainda que Vipassana é uma prática científica pela qual o indivíduo pode observar a mudança constante da natureza da mente e do corpo no nível mais profundo, levando a um grande entendimento e resultando em felicidade verdadeira e vida pacífica.

Se pararmos um pouco para pensar, é o que todos que buscam o autoconhecimento procuram: ver aquilo que realmente é. Aqueles que vão a algum terapeuta holístico, psicólogo, xamã ou psiquiatra estão a procura de entendimento e transformação de suas realidades internas. Todos os credos, em sua essência, são iguais. No fundo, estão indicando o caminho da verdade, da liberdade. Mas qual seria esta verdade libertadora que tanto buscamos, mas que insiste em nos escapar, e que como consequência acabamos por sentir todos os males físicos e psicológicos através de diferentes sintomas e aflições?
Esta "Verdade" é a experiência direta sobre o momento presente, e não apenas o entendimento de uma situação da vida em qualquer aspecto. É estar aqui e agora, vivendo a experiência e não reagindo a cada sensação do corpo ou da mente, seja boa ou ruim, amarga ou doce. Apenas desta maneira adquirimos visão adequada e desapego para nos libertarmos de condicionamentos mentais prejudiciais como a cobiça, a raiva e o medo.

A experiência de viver 10 dias em Meditação

Sendo assim, fiz minha inscrição em um curso de Vipassana, e por 10 dias vivi como um monge. E para que o processo desse realmente certo, havia algumas regras de conduta moral, chamada Shila, que precisávamos respeitar.
·  1 Tanto homens quanto mulheres deveriam se limitar a usar roupas bem simples e soltas, sem dizeres ou cores extravagantes.
·  2 Não eram permitidos celulares ou qualquer tipo de comunicação externa, inclusive entre nós. O Nobre Silêncio, como era chamado, garantia que não iríamos mentir.
·  3 Também era proibido matar qualquer ser vivente, roubar, praticar qualquer atividade sexual e usar substâncias intoxicantes.
·  4 Os que já tinham feito o curso pelo menos uma vez teriam também que se abster de comer depois do meio dia.

Mantendo estes preceitos básicos criava-se uma base segura para meditar.

O desafio de silenciar a mente

Durante os três primeiros dias de curso praticamos anapana, exercício que consiste apenas em observar o fluxo da respiração e perceber o ar tocando as narinas quando entra e sai. É incrível como o mais simples ato pode ser também o mais desafiador. A partir de então travei uma verdadeira batalha épica interna. Era óbvio que meu corpo sentia as dificuldades de permanecer sentado por quase nove horas diárias, mas nada se comparava à dificuldade de manter a observação constante na respiração por um ou dois minutos sequer.

Foi neste momento que percebi, na prática, o quanto minha mente era inquieta e arredia. Era como se estivesse tentando domar o mais selvagem dos cavalos ou montar o mais furioso dos touros. Recordo-me de ter concluído que havia lembrado de todas as experiências que tive na vida, sem esquecer de nenhuma. Entendi mais tarde que minha mente estava tentando manter seu padrão habitual de impulso, chamado samskara.

Os samskaras são impressões que desenvolvemos em relação às situações, pessoas ou coisas, e que derivam de nossas experiências passadas. Eles são o impulso que influenciam nossas reações, estados mentais e comportamento. Como se fossem entidades vivas, os samskaras são todo tipo de resposta em relação a algo externo através dos cinco sentidos e da mente. Na tradição budista é dito que muitos deles atravessam gerações, e estão sendo carregados por nós como um material genético.

A questão é que enquanto continuarmos a gerá-los ou até mesmo alimentá-los, perpetuaremos nosso ciclo de nascimento e morte (roda do samsara) no mundo. Estaremos eternamente presos nesta "roda" pelo tempo que for necessário até conseguirmos olhar através de nossas impressões. Esta é a verdadeira origem de todo o sofrimento, aceitemos isto ou não. E para que fique bem claro, não é uma questão de parar de fazer o que é preciso, como trabalhar para ter o próprio sustento e comprar o que for necessário, por exemplo. Tampouco permitir que as coisas "rolem soltas". A ideia é simplesmente deixar de sofrer se algo não aconteceu como você esperava ou pensar que podemos controlar alguma coisa.

Encarando os medos de frente

No quarto dia de retiro, com a mente em um nível de percepção mais profundo, fui apresentado ao Vipassana, Meditação que consiste em tomar consciência de cada parte do corpo, separadamente, a procura de sensações. Porém, sem reagir a elas. Nos dias que se seguiram percebi que estava absorvendo um ensinamento que nenhum livro, aula ou mestre poderia me passar. Compreendi por experiência que nada neste mundo é permanente, e que não há porque ter medo de perder coisas tão inconsistentes e vazias como meu corpo, meus bens ou minhas faculdades mentais. Minhas reações e medos eram, no fundo, apenas impressões, e não uma realidade em si. Entendi também que o mundo que vejo é apenas a projeção da minha vida interior, nada mais. Foi realmente uma espécie de "cirurgia profunda".

Por fim, minha experiência com este curso não poderia ter sido melhor. Afinal, não há nada mais realizador do que entender profundamente que as coisas não são boas ou ruins, mas apenas o que são. No fundo o que sentimos são impressões, e se observarmos bem perceberemos que tudo não passa de um sonho muito convincente. Porém, ainda um sonho, e que precisamos acordar.

Assim como qualquer processo evolutivo, nosso egocentrismo deve ser finalmente reconhecido como a principal fonte de todo e qualquer sofrimento pelo qual passamos ou passaremos. Ao invés de se ressentir consigo e com os outros pelos acontecimentos da vida ou até mesmo ter medo de perder tudo que já conquistou, não seria melhor ver as coisas como elas são? Para mim, essa foi a mais profunda lição que a Meditação me ofereceu.


1 de fevereiro de 2013

Alecrim a erva da mente



Há dias em que se tem a impressão de se estar dentro de um espesso nevoeiro. Tudo parece monótono e difícil e o coração fica triste. É a noite escura da alma. Era meu aniversário e justamente um destes dias estranhos, quando pensei: "Vou tomar um chá de alecrim!"

Fui ao jardim e lá encontrei um viçoso pé de alecrim. Interessante é que quase todos que visitam nossos jardins demonstram afeição e respeito pelo alecrim. Confesso que nunca liguei muito para ele. Mas, naquele dia, com toda reverência, colhi alguns ramos, preparei um chá e me servi em uma linda xícara. O aroma era muito agradável e, a cada gole que bebia, senti a mente ir clareando. Uma sensação de bem-estar e alegria foi se espalhando pelo corpo e senti a sensação de enorme felicidade. Fiquei muito impressionada com a capacidade dessa planta transmitir alegria. Aliás, o nome alecrim já lembra alegria. Resolvi pesquisar a respeito e veja só que maravilha.

O alecrim - Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea - foi muito apreciada na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a 'Água da Rainha da Hungria', famosa solução rejuvenescedora. Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde, a beleza e a alegria. O rei da Polônia chegou a pedí-la em casamento!

Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza, para recuperar a alegria. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo o organismo. Além disso, equilibra a temperatura do sangue e, através dele, de todo o corpo. Por isso é recomendado contra anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sangüínea. Também atua no fígado. E uma melhor irrigação dos órgãos etimula o metabolismo.

Um ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão divina que o tornou capaz de livrar-se do vício. Foi-lhe indicado que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris. O alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intelectual. É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa e, ainda, para perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.

Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim: quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino. Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. 'O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais'. Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã. "Obrigada, gentil alecrim! disse Maria. Daqui por diante, ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria."

...e assim foi! BOM CHÁ PARA VOCÊ !!!

Fonte -Klebér Tani, meu Guru de Meditação Transcendental -MT
no Rio de Janeiro
Maharish Mahesh Yogi

4 de dezembro de 2012

A descoberta de uma ciência parafísica: A levitação



                        
Vista dos Himalaias - Índia
  
A descoberta de uma ciência parafísica: A levitação

A levitação é um fenômeno parafísico que permite a uma pessoa elevar-se, deslocar-se no ar ou permanecer suspensa sobre algo específico. Esta possibilidade está acessível a todas as pessoas que tenham desenvolvido poderes extrassensoriais, pessoas dotadas de capacidades excepcionais ou que tenham alcançado um alto nível de elevação espiritual. A levitação é também possível para os objetos e pode ser ativada à distância, utilizando uma força parafísica intensa.

Na maioria das vezes, os casos de levitação revelados, realmente observados por testemunhas exteriores, aconteceram junto de místicos em todas as religiões, especialmente junto dos santos, do cristianismo ao hinduísmo. A levitação ocorre espontaneamente, sem intervenção da pessoa que levita e sem ser provocada pela mesma.




QUEM MEDITA LEVITA ( COM DISCIPLINA! )



Acredite: você é capaz de vencer a lei de gravidade. O vôo iógico, a fase mais avançada da meditação transcendental, aumenta o QI, diminui os batimentos cardíacos, abaixa o consumo de oxigênio em até 40%, oferece um repouso cinco vezes maior que o proporcionado pelo sono profundo. A técnica flagrada pelo fotógrafo de MANCHETE, resulta num estado de descanso em alerta. Um processo mágico que não depende de fé, rito esotérico, concentração, filosofia de vida, auto-sugestão ou capacidade paranormal. Como levitar? A chave de tudo é um som – o mantra – com freqüência vibratória determinada: ele atinge o sistema nervoso e harmoniza as ondas cerebrais. Nas páginas seguintes, a explicação para quem quer entrar em alfa, beta, delta e teta.


A LUZ INTERNA PRODUZ O EQUILÍBRIO DA MENTE E GERA PENSAMENTOS ILUMINADOS

Egito Sob um sol escaldante, num engarrafamento insuportável e cercada de pessoas estranhas, a cantora Elba Ramalho já não agüenta mais a demora sufocante de seu táxi: o carro se mexe apenas alguns metros em minutos infindáveis. Já está quase na hora do show, e a cantora continua presa entre carros, ônibus, ansiedade e tensão. Ela respira fundo, senta em posição de lótus e começa a meditar, esquecendo-se de todo o pesadelo a sua volta. Há sete anos, Elba encontrou a técnica certa para seu temperamento impulsivo e seu agitado estilo de vida: a meditação transcendental.                            

                                                                    

Provocando um esvaziamento de tensões e conflitos, a meditação funciona quase como uma psicanálise. “Enquanto, na psicanálise, o paciente transfere seus problemas para o psicanalista, na meditação a pessoa se encontra com seu eu interior através dela mesma”, explica o psicólogo Paulo Chalhub, que também medita. E, quando essa luz interna se acende, até o trabalho da pessoa é beneficiado. O pintor Fernando Cintra, por exemplo, viu sua pintura evoluir muito, graças à meditação: “Meu interior acabou se transferindo para a tela”, exalta ele.

É como se o meditante cada vez mais entrasse em contato consigo mesmo, percebendo os processos que vive como ser humano. O professor de meditação Klebér Tani – que aplica a MT até em toxicômanos – explica o fenômeno: “É que, durante a MT, chega-se ao centro da psique.”


São frações de segundo em que o meditante consegue ficar sem pensar em nada, embora permaneça consciente. Cientificamente, significa atingir o quarto estado da consciência – os outros três são a vigília, o sono e o sonho. Nesse mundo louco em que vivemos, poucas vezes mergulhamos no interior de nós mesmos, naquela região – o quarto estado da consciência – onde o pensamento nasce e a tranqüilidade se une à criatividade. Utilizando apenas 10% do seu potencial mental, o homem deixa os outros 90% (o subconsciente) inaproveitados. Com a MT, a capacidade mental se amplia muito. Não é à toa que o campeão brasileiro de vôo livre Philip Haegler, 24 anos, atribui seu sucesso nos campeonatos à MT: “Antes, eu voava bem, mas não conseguia bons resultados nas provas. Só com a MT desenvolvi o que faltava: a tranqüilidade mental”, afirma. A campeã brasileira de vôo livre Renata Small, 27 anos, outra pessoa impulsiva, conseguiu controlar melhor suas emoções graças à técnica: “A MT me ajudou a direcionar minhas energias e tomar as decisões certas, principalmente no vôo livre”, constata ela.


Muitos atletas olímpicos praticam a MT, assim como os pilotos de caça americanos, que vivem em constante tensão emocional, além dos astronautas – beneficiados por um consumo menor de oxigênio. No Brasil, 50 mil pessoas meditam e, no mundo inteiro, os adeptos chegam a três milhões. Não é à toa que cinco universidades americanas incluíram em seus currículos a MT. A título de experiência, MANCHETE procurou o cardiologista Mauro Muniz para realizar um eletrocardiograma no professor de MT Klebér Tani. Após o pequeno teste, o cardiologista disse que “Klebér tem uma freqüência cardíaca de atleta: 60″.


Alfonsinas - Lidia Fabricio


Convencido de que a MT auxilia no tratamento da hipertensão, o Dr. Mauro Muniz lhe dedicou um capítulo inteiro em seu livro Saúde e Felicidade:


“As técnicas meditacionais restabelecem o equilíbrio entre os centros cerebrais inferiores – relacionados com a emoção – e os centros corticais superiores, relacionados com o pensamento”, afirma o médico. Também meditante, Dr. Mauro Muniz se dedica diariamente à pratica da MT, que é auxiliar no domínio das energias psíquicas. “A estabilidade respiratória proporciona a estabilidade dos estados mentais”, explica o cardiologista. Ativando a mente e regularizando as disfunções do corpo, a meditação transcendental é o remédio do século. Sem contra-indicações.



REPOUSO INDUZIDO PELA MEDITAÇÃO‚ É CINCO VEZES MAIOR QUE O DESCANSO PROPORCIONADO PELO SONO


Objetividade. Clareza. Com essas duas qualidades, a MT é fundamental para o compositor Cláudio Dauelsberg do Duo Fênix, um grupo que esteve no Festival de Montreaux, na Suíça “A MT aumenta minha sensibilidade e a música flui”, esclarece ele. Quem comprovou cientificamente esses benefícios foi o médico da Toyota Motor Company, Hideo ltoh: “A MT melhora o funcionamento da fisiologia cerebral, aumentando a criatividade e aliviando as tensões emocionais”, atesta o Dr. Hideo. Outros profissionais respeitados no mundo inteiro também obtiveram resultados inéditos com a MT, como o neurofisiologista Keith Wallace, da Universidade da Califórnia. Realizando testes em mulheres e homens meditantes de 19 a 25 anos de idade, o Dr. Wallace se surpreendeu com o eletroencefalograma computadorizado: “As ondas cerebrais dos meditantes – alfa, beta, teta e deIta – funcionam extraordinariamente ordenadas, coerentes e harmônicas, indicando um estado de completa vigília, embora o cérebro se mantenha tranqüilo.” Uma espécie de estado hipometabólico desperto, em que toda a fisiologia do organismo está em repouso, enquanto a mente se encontra totalmente consciente.


Pôr-do-sol em Ipanema - Porto Alegre - RS

 Mas o que significa exatamente esse descanso em alerta ?


Nele, os meditantes abaixam seu metabolismo, diminuindo a adrenalina, a pressão sangüínea e os hormônios, que, em excesso, produzem o stress. Com a atividade celular mais lenta, reduz-se a necessidade de oxigênio, permitindo um maior fluxo de sangue para os músculos, decrescendo a carga de trabalho do coração. Além disso, reduziu-se em 50% a taxa de lactato do sangue, diretamente ligada a uma diminuição da ansiedade. Com essa eliminação da sobrecarga do sistema nervoso, é claro que aumenta o bom humor, a autoconfiança e o relacionamento com as pessoas. E isso evita o aparecimento de doenças psicossomáticas, como constatou o Prêmio Nobel de Física de 1977, Dr. Prigogine: “Da mesma forma que o sistema imunológico combate uma bactéria, o corpo da MT repele qualquer doença, porque funciona em estado de integridade neurofisiológica.” Não é à toa que a professora de MT.



Lili Van Tilburg, da Sociedade Internacional de Meditação Transcendental no Rio, afirma: “A MT permite um rejuvenescimento de sete a quinze anos”.


Arritmia cardíaca. Três internações na UTI. Eletrochoque para interromper a parada cardíaca. Foi assim que João da Silva, 76 anos, apelou para a MT. Agora, um ano depois, pode até andar de bicicleta na praia. “Quando a freqüência do meu coração aumenta muito, medito e controlo meu batimento cardíaco”, diz João. Sua mulher, dona Adelaide, 73 anos, também conseguiu se livrar dos tranqüilizantes que tomava para dormir. Tudo graças a MT que pode ser praticada em qualquer lugar: ônibus, táxi e até no próprio carro, como faz o consultor financeiro Antônio Collet, 39 anos A caminho do escritório, Antônio deixa o trânsito a cargo de seu motorista e tranqüilamente faz a primeira MT do dia: “Busco a harmonia interna para consolidar as propostas financeiras”, explica.


Pregão da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Compras, vendas e gritaria. Não há lugar que provoque maior tensão diária. Ex-chefe de Operações do Pregão, Marcelo Alves, 26 anos, logo descobriu que aquele sobressalto cotidiano precisava de um ponto de equilíbrio: a MT. “Enquanto meus colegas saíam da bolsa ávidos para encher a cara e extravasar suas tensões com as mulheres, eu encontrava a felicidade dentro de mim e não no mundo externo”, relata ele, certo de que seu sistema nervoso foi purificado.


E não está errado. Com a atividade mental mais clara, a pessoa passa a ter um aumento de memória, QI e criatividade acumulando energia para exercer suas atividades de maneira revitalizada O preparador físico do time de basquete do Flamengo, Edson Figueiredo, por exemplo afirma : “Mostro aos atletas que a MT traz o equilíbrio mental necessário no momento de arremessar a bola num ginásio lotado”.


As vibrações da meditação partem do indivíduo, contagiando o ambiente, e a harmonia atinge proporções universais, como constata o Prêmio Nobel de Física de 1974, Dr. Brian Josephson: “Uma pessoa em MT age como um material supercondutor, influenciando o funcionamento de 99 pessoas em volta”.


Se os efeitos podem ser verificados cientificamente, como funciona a técnica dentro do nosso cérebro? O segredo é o mantra, determinados sons sem significado que, “através de sua repetição subvocal no centro da fala, entram no sistema límbico – área cerebral onde é gerada a experiência consciente”, assegura o Dr. Gluek, um estudioso da MT. Num estágio mais avançado da meditação, os mantras são substituídos pelos sutras – palavras ou frases que educam a fisiologia a se equilibrar com a mente. Através dos sutras, os meditantes conseguem praticar os sidhis (em sânscrito: pensamentos iluminados), a habilidade de gerar pensamentos com a mente totalmente tranqüila.


Revista Manchete – 9 de Junho de 1990


Imagem: Arte pomba: " Alfonsinas " / Lídia Fabricio